quarta-feira, 29 de dezembro de 2010



you're not here, never was and probably never will.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

memórias

Um dia você percebe que, por mais firme que esteja a sua caminhada, uma hora você vai cair. Você percebe que a sua armadura não é impermeável e que o seu escudo não é indestrutível, você vai cair. Em algumas vezes vão ser pequenos tropeções, em outras você vai cair de joelhos e levantar rápido e, por fim, não muitas mas dolorosas vezes, você vai cair de cara no chão e vai sentir novamente a dor que você pensava que tinha passado; a casquinha do machucado vai sair, os pontos da cicatriz vão se romper e você vai voltar a sangrar.
O rio de sangue tem a nascente nos espelhos da alma, segue o fluxo pelo leito do pescoço - misturando-se com a sensação de queimação - , passa pelos braços e desagua em uma folha em branco, onde as gotas se aglomeram e formam palavras sinceras. Palavras reveladoras porém secretas, que se misturam com o perfume da lembrança dos tempos em que a felicidade predominava junto com o medo e a insegurança.
É uma madrugada igual a de 1 ano atrás, o vento noturno do verão sopra em direção ao lugar onde eu mais desejava e ainda desejo estar. A brisa vai batendo no meu rosto e nos meus braços apoiados no parapeito da janela, refrescando a memória de longo prazo e trazendo consigo o cheiro da noite. Olho para os lados e só enxergo uma calçada vazia iluminada apenas pela luz alaranjada do poste. Você não está ali, nunca esteve e nunca estará; posso ficar a minha vida toda esperando, eu sei que vai ser em vão.
Olho para o céu, vejo um borrão preto com pontos brilhantes, alguns deles escondidos pelos galhos de árvores. Me transporto para cima de tais galhos, procuro com calma e finalmente encontro a mais bela imagem da ausência do sol: a lua. Lua, lua... Uma das maiores testemunhas de toda a história. Antigamente eu conseguia sentir, ao olhar para ela, se ele também estava olhando. Nossos olhares alcançavam a bela imagem e se refletiam, essa era a única forma de olharmos nos olhos um do outro. Tentei olhar para a lua da mesma forma que eu olhava há 1 ano atrás para ver se conseguia ter a mesma sensação, mas não obtive êxito.
O destino agiu novamente e nos separou de vez, acabando com todas as esperanças de encurtar a estrada. Estou sozinha novamente, sempre estive e sempre estarei.... Porém, dessa vez sabendo que não existe mais uma alma no mundo além de mim que deita a cabeça todos os dias no travesseiro com um sentimento recíproco. Solidão esta testemunhada por uma rua vazia, um cinzeiro cheio, uma embalagem vazia de chocolate, um ventilador girando devagar e um coração transbordando.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


time flies...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

monólogo











eu, você.
encontro, surpresa;
afinidade, empolgação;
dúvida, exposição;
certeza, alívio;
felicidade, companheirismo;
telefone, madrugada;
álcool, cigarros;
choros, declarações;
sufoco, alucinações;
rotina, comodidade;
distância, saudade;
beleza, fascinação;
segredos, otimismo;
mudança, catarse;
surtos, abismo;
controle, perda de;
decepção, auto-destruição;
suspiros, lágrimas;
susto, reclusão;
epifania, motivação;
coração, blindagem do;
álcool, conformação;
cama, conforto;
amigos, proteção;
superação, sorriso;
indiferença, vazio;
vazio, vazio;
término, fim.
eu e você; vazio.
vazio...





liberdade.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

análise em questionamentos; verde e ébano.

Ela tinha um andar gracioso, complementado com sapatilhas marrons de lacinhos enfeitados com tachinhas, e cada passo era talvez uma tentativa de esconder suas inseguranças. Sua voz não tão alta e com um nervosismo evidente conflitava com comentários paralelos provavelmente zombando do que ela tinha a dizer; talvez o sistema circulatório humano não fosse tão interessante quanto a sua vida, seus problemas e seus sonhos.
Calça jeans de lavagem escura com as barras dobradas cuidadosamente combinada com uma blusa pólo verde-clara colocavam em evidência seu corpo esguio, mistura de uma magreza infantil com curvas de mulher. Seu rosto era o que definimos como "quase bonito": Sobrancelhas grossas bem delineadas formavam uma simetria harmoniosa com seu nariz um pouco protuberante e cabelos longos repartidos de lado, com fios sem corte de tonalidade semelhante ao ébano.
Provavelmente, se eu a visse na rua, eu não olharia pra trás após um esbarro de ombros, mas aqui sentada com essa peça em pé na minha frente eu me senti meio obrigada a analisá-la.
Sua mão segura um Pilot desajeitadamente como quem nunca havia feito isso antes, e seu esmalte vermelho-carmim bem aplicado contrasta com o tom de azul do objeto cilíndrico antes mencionado. Ao olhar para as suas mãos, uma jóia que adorna seu dedo anelar direito me chama a atenção; talvez a mesma tenha uma ligação sigma com as manchas escuras localizadas abaixo de seus olhos que transmitiam desespero, estresse e um ar de esperança jovial.
O tempo vai passando e o seu perfume distribuído ao longo dos seus aproximadamente 1,70m vai se espalhando entre as quatro paredes pintadas de verde e branco, e sua voz começa a atordoar; estava claro que ela não queria estar ali. Estava bem claro que ela não tinha a mínima paciência com os aspirantes a homens que respiravam o mesmo ar que ela, e estava mais claro ainda que o seu pensamento e sua alma viajavam a quilômetros de distância de qualquer lugar diferente do usual, imaginando rostos e fisionomias e estacionando no que possui características familiares e um mesmo objeto gêmeo do seu adornando o dedo tipicamente masculino.
Talvez suas olheiras tenham surgido por alguma preocupação boba. Será que um simples atraso de alguns minutos da habitual ligação de boa noite é o causador de manchas tão escuras? Seu corpo frágil não aparenta carregar marcas e cicatrizes de dor, mas será que a bomba vitalícia que os olhos não vêem carrega?
Seu olhar perdido fixado no horizonte - ou no mural de recados - característico de um monólogo finalmente me localiza e se cruza com o meu: me viu escrevendo e ignorou, prosseguindo com a resolução de exercícios.
Aparentemente Mariana era uma menina-mulher de vinte e poucos anos comum, universitária e adoradora de casas noturnas. Ou não. Essa incerteza que ela me passou desde a hora em que meus olhos foram apresentados a sua imagem me inspirou a analisá-la, talvez por uma possível e inusitada identificação. Provavelmente ela entrou na minha vida da mesma forma que entrou na sala há 1h atrás - cumprindo obrigação sem vontade - e irá sair daqui a alguns minutos quando atravessar a porta verde localizada ao lado do quadro negro com rabiscos e resoluções. Sua vida irá continuar e ela nem irá se lembrar de mim, mas sou eternamente grata a esse ser... São pessoas assim que me motivam a escrever, me dando a chave da realização dos meus sonhos e o combustível da minha vida.



24/08/10

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

DDDD

Tenho andado desnorteada, desmotivada, distraída e dissimulada. Nesse momento eu deveria estar dormindo - e confesso que tentativas não faltaram - mas infelizmente é só deitar a minha cabeça no travesseiro que todos os pensamentos vêm na minha mente como um filme; o início, o meio, e o fim. Fim? Só se for o fim que nunca ocorreu oficialmente... E é esse o motivo das minhas frequentes noites em claro e dias sonhando acordada. Ah, perdão... Sonhando? Fala sério... Vou ser sincera contigo, meu amigo, o que eu tô vivendo tá bem longe de um sonho: caí nas garras de um tremendo pesadelo.
Ando desnorteada pelo simples fato de ter tomado um banho de água fria sem nenhum motivo e sem eu ter feito nada, e perdi completamente a direção e o meu caminho. Desmotivada porque num piscar de olhos eu vi todos os meus planos se despedaçarem na minha frente, e eu ainda não tive tempo para me recompor... Distraída eu sempre fui, sou daquele tipo que observa a tudo e a todos e tropeça nos próprios cadarços de tênis, mas ando passando tanto tempo refletindo sobre tudo que aconteceu que eu não consigo sequer perceber um tiroteio a 2m de mim. O último item é o mais importante, é o que mais me define...
Coloquei uma máscara no meu rosto. Todos pensam que eu estou bem, feliz e pronta pra partir pra uma nova história! Falar é fácil, mas alguém tem a fórmula para tornar real toda a força que eu adotei como fachada do meu corpo? Posso falar mil vezes que te esqueci, mas sozinha no meu quarto de madrugada os meus olhos transbordam solidão todos os dias. Aparento ser bem resolvida, tento causar a impressão de superação, mas o meu interior está completamente destruído e em chamas.
Meu lado emocional e racional estão em conflito constante, você me trocou e nunca me deu uma satisfação. Me mostrou um lado seu que eu temia algum dia conhecer, e acreditava firmemente que nem existia... Qual foi o motivo disso tudo? Fico o dia todo pensando, remoendo, martelando, tentando me colocar no seu lugar e entender a sua posição, tentando criar teorias que justifiquem... Tudo em vão, claro. Logo eu, que sempre estive ao seu lado em todos os momentos e te ajudei como pude, tentei fazer de tudo por nós dois, te aceitei mesmo com todos os seus defeitos e depositei em você uma confiança incomum e um amor puro, que eu nunca havia sentido antes. Um amor que até hoje me sufoca, me tira o ar e me deixa ofegante do mesmo jeito dos beijos utópicos nunca concretizados. E logo você, que me convencia que era diferente, reclamava do mesmo jeito que eu do quanto que as pessoas hoje em dia estão monstruosas. Reclamava da boca pra fora, né? Você se tornou uma delas. Seu maior medo era me perder, que eu desistisse de tudo e fosse embora... Não precisei fazer isso, você já fez por mim. Me expulsou do seu mundo com um chute na bunda e uma facada no peito; me violentou, continuou andando e nunca olhou pra trás pra ver se eu estava bem... Como uma pessoa pode se contradizer tanto? O mais legal da nossa relação era justamente o jeito de como éramos sinceros um com o outro. Parece que eu estava sendo sincera sozinha, parece que eu vivi tudo sozinha. Você nunca conversou comigo pra colocar um fim em tudo, agiu da pior forma e me deixou perdida... Num dia dizia que me amava, no outro dia começa a namorar com uma desconhecida. Por que...?
Ás vezes eu realmente penso que eu te odeio, mas logo depois me lembro de tudo que passamos e chego a conclusão de que ainda te amo do mesmo jeito. Só que infelizmente, meu amigo, você ainda precisa amadurecer... Enquanto isso eu fico aqui, sozinha, acompanhada apenas de trilhas sonoras para a minha desgraça e do meu relógio. O relógio que me faz lembrar que o tempo não para e a vida continua, se você algum dia virar homem de verdade você vai me procurar. Qualquer dia a gente se encontra nas esquinas da vida, e confesso que eu estou ansiosa pra esse momento.

domingo, 25 de julho de 2010

1º de Julho

"Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E é nos teus braços que ela vai saber.
Não há por que voltar,
Não penso em te seguir,
Não quero mais a tua insensatez.
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti...

Não penso em me vingar,
Não sou assim.
A tua insegurança era por mim.
Não basta o compromisso,
Vale mais o coração.
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim.

Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então.
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor... "

segunda-feira, 19 de julho de 2010

versos amassados

Não sou boa com números, com frases feitas e com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego, venero o improvável e almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica, uma vontade que não passa, uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos, quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua, me irrito fácil, me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa e um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E, sem saber, busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho e acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é.

terça-feira, 6 de julho de 2010

...

"Disparo contra o sol, sou forte sou por acaso, minha metralhadora cheia de mágoas...

Eu sou um cara cansado de correr na direção contrária, sem pódio de chegada ou beijo de namorada, eu sou mais um cara.

Mas se você achar que eu tô derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados, porque o tempo, o tempo não pára.

Dias sim, dias não,
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão da caridade de quem me detesta!

A tua piscina tá cheia de ratos, tuas idéias não correspondem aos fatos...
O tempo não pára.

Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades.
O tempo não pára... não pára, não, não pára.

Eu não tenho data pra comemorar,
Às vezes os meus dias são de par em par,
Procurando uma agulha num palheiro..."



cazuza.

29/12/09

2 e alguma coisa da madrugada.


E aqui estou eu. Já até virou rotina, mas é o meu ritual da madrugada. Como sempre, sozinha. Acompanhada apenas dos meus fones de ouvido, da luz do monitor iluminando vagamente o meu quarto e da minha janela eternamente
aberta com vista para uma das minhas maiores paixões: a lua acompanhada do céu estrelado.
Desde que eu te conheci essa cena se repete com uma certa frequência, só durmo depois que os primeiros raios de sol dão vida para a minha parede verde-limão. Mas eu não reclamo disso, pelo contrário! Aprendi a contemplar mais
ainda as pequenas coisas da vida e descobri o quanto é bom olhar para o céu e ver que ele está alaranjado, pronto para receber o sol depois que a lua foi descansar.
Sinto aquele cheiro gostoso da manhã, o perfume das flores e a melodia dos pássaros... E como num passe de mágica, presencio um novo dia que acaba de chegar. Sol é sinônimo de energia, energia é um dos principais alicerces da vida,
e vida para mim é você.

domingo, 4 de julho de 2010

7

Me deu vontade de vir postar aqui.

Eu nunca parei pra pensar, mas acho que o 7º dia realmente tem importância... Cristãos e Adventistas o preservam por acharem que é um dia de descanso depois de uma semana árdua de trabalho. Dia de orar e fazer uma cerimônia pra familiares e amigos falecidos, o fim de um ciclo de 7 dias, talvez o início de uma nova era (ou talvez apenas o início de outro ciclo idêntico ao que passou). A questão é que hoje se encerra o primeiro ciclo que eu passei sem falar com você. Não sei direito se foi doloroso ou aliviante, posso afirmar apenas que foi estranho... Sim, estranho. É normal estranhar a quebra de um hábito até então constante de muito tempo, e o meu grande hábito era você. Era um hábito até então prazeroso, mas com pitadas de tensão e doses cavalares de emoção e esperança.
Hoje eu estava folheando o caderno de Química e encontrei um texto que eu escrevi durante a aula, falando dos meus sentimentos e de você. É um texto meio que duvidando da vida, desabafando sobre os meus sentimentos e frustrações e te colocando num pedestal, achando que você era responsável por grande parte da minha felicidade. O mais curioso de tudo é que ele foi escrito na manhã do pior dia da minha vida, o dia que você me contou que existia uma outra mulher em sua vida e que mais tarde tomou o meu lugar.
O tempo vai passando e constantemente eu olho pro relógio e acabo me deparando com horas e minutos iguais. 22:22, 18:18, 00:00... Será que você está pensando em mim? Tudo o que eu fiz foi mostrar a minha verdadeira personalidade - confesso que as vezes até em exagero -, e descontroles fazem parte dela. Você parecia não ligar e achar graça nos meus defeitos, e muitas vezes até se identificava. Será que eu te assustei? O que eu fiz de errado?
Olhando pra trás eu visualizo a minha janela. Eu poderia escrever mil textos falando de janelas, dizendo que elas são o melhor jeito de observar o mundo sem sair da sua zona de conforto, mas não. A janela pra mim tem outro significado, ela foi o grande palco das maiores emoções da minha vida. O parapeito acolheu os meus cotovelos debruçados, o cinzeiro e o porta-incenso. Toda madrugada eu fazia o mesmo ritual: acendia um cigarro, pegava o telefone e discava o seu número que rapidamente havia sido decorado. Esperava por alguns - agonizantes - segundos e finalmente ouvia a sua voz, que era o meu combustível e motivo certo de felicidade. Enquanto falávamos sobre o futuro, dividíamos segredos e deixávamos escapar lágrimas de emoção, eu conseguia sentir o doce cheiro das madrugadas de Janeiro e o vento noturno do verão batendo sobre o meu rosto de forma serena. Eu costumava mexer na argola que adorna o meu nariz e morder o lábio enquanto você me confidenciava coisas que toda garota gostaria de escutar, e roçava minhas pernas trêmulas uma na outra quando eu conseguia vomitar algumas frases que a minha mente louca e apaixonada formulava. A rua estava sempre vazia, e isso me trazia a paz que eu precisava para equilibrar a tensão e a angústia de não te ter do meu lado.
Até que um dia você mudou de cidade, e automaticamente mudou de vida. Nossas conversas já não eram mais as mesmas e a distância, que antes era uma motivação e/ou um detalhe, começou a ter um peso maior do que nunca. Seria o início do fim? Provável. Nesse mesmo dia que eu folheei o caderno de Química e encontrei o tal texto, tudo o que eu havia suspeitado começou a se concretizar... E dois dias depois concretizou de vez. Vi que você realmente tinha encontrado uma outra mulher, por mais impulsivo que isso possa ter sido da sua parte. Ali eu posso dizer que experimentei uma dor de verdade. Uma dor que misturava a frustração, a incerteza, a perda e a decepção. Será que em todo esse tempo você nunca me amou? Será que eu vivi uma ilusão? Comecei a me auto-destruir, o excesso de amor me corroeu e deixou sequelas na minha vida. Saber que todos os planos que construímos desapareceram com tamanha frieza e que todos os dizeres que você direcionava a mim serão ouvidos por uma outra mulher dói demais.
Tudo o que eu queria na vida é entender o motivo desse fim tão insensível. Qual o motivo disso tudo? Por que você fez isso comigo? Em todo esse tempo eu sempre achei que tudo que eu ouvia era verdadeiro, mas o fato de você ter começado a namorar me faz duvidar disso. Você foi a minha vida. Agora, nesse momento tão difícil, nem o Nando Reis consegue me consolar. Ah, Nando Reis... O compositor das nossas trilhas sonoras. Tantas lembranças...
Por pior que isso tudo tenha sido, eu ainda tenho esperanças. Vou vivendo a minha vida na medida do possível, espero encontrar alguém que me dê segurança para eu me entregar por inteira mais uma vez sem medo de alguma outra desilusão, porque isso teve um impacto anormal na minha vida. Mas sempre vou lembrar de você, D., como o homem que um dia eu planejei a minha vida inteira e jurei que era a pessoa pra quem eu guardei o amor que eu nunca soube dar. O homem que me ajudou a me conhecer mais e a ver que o amor existe, ainda que isso talvez tenha sido apenas da minha parte (ou não). Espero que você realmente tenha tido um bom motivo pra ter feito isso, ainda que isso seja meio incompreensível para mim. Obrigada pelos momentos bons, quem sabe algum dia a gente não volte a se encontrar? Nesses giros do mundo, nessas esquinas da vida...









eu te amo.

domingo, 16 de maio de 2010

engraçado... eu sinto que tem umas coisas dentro de mim, um bolo de sentimentos e angústias, que precisam ser expulsas de mim... só que o problema é que eu não sei como fazer isso, não sei colocar pra fora em palavras e muito menos sei por onde começar. talvez eu não seja tão boa assim com palavras quanto eu pensava que eu era.

estava aqui relendo o último post e percebi o quanto que tudo mudou em 1 mês e meio. vi o quanto a vida muda e evolui, apenas um dia pode bastar pra sua vida se transformar totalmente ou virar de cabeça pra baixo.
esse ano tá sendo muito difícil pra mim, a cada dia eu tô de um jeito. segunda feira eu acordo pensando em não fazer vestibular esse ano, terça feira eu acordo querendo demais ir pra UFRJ e quarta feira eu acordo querendo comprar uma passagem só de ida pra alguma ilha e me isolar lá pra sempre. estou tendo muitos conflitos comigo mesma e com o meu relacionamento com as pessoas... percebi que tenho várias personalidades, e percebi que por muitas vezes eu prefiro ficar sozinha do que com a companhia de todos os meus amigos, por mais que eu os ame.
está sendo um ano de profunda reflexão e auto-conhecimento, se é que isso existe. acho que a maturidade que eu comecei a experimentar em 2008/2009 está realmente chegando e se concretizando, e eu estou totalmente perdida. é um novo mundo batendo à minha porta, e eu não sei se abro ou não. talvez eu abra totalmente, talvez eu apenas destranque a porta e a deixe abrir sozinha, ou talvez eu tranque e abra a janela pra maturidade entrar apenas em pequena quantidade.



...

domingo, 4 de abril de 2010

então tentar prever serviu pra eu me enganar?

Queria que tudo tivesse dado certo, desejaria voltar no tempo pra tentar evitar a minha perda nesse caminho que eu segui por 6 meses... Queria tanto não sofrer desse jeito, não ter decepções e conseguir finalmente respirar o ar da felicidade. Mais uma vez eu falhei, deixei o amor tomar conta de mim por inteiro, me entreguei de corpo e alma, vivi intensamente e não consegui uma boa recompensa. Agora é seguir em frente, o que for pra ser será, o que é nosso está guardado. No fim tudo dá certo... Se ainda não deu certo, é porque ainda não chegou ao fim.




"I'm understanding now that we are only friends,
to this day I'm asking why I still think about you."

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

TCTSF.



Posso confessar uma coisa? Acho o Carnaval uma merda. Ok, se você está lendo isso, certamente me conhece muito bem e sabe que eu carrego essa relíquia em meu sobrenome, por enquanto. Sempre fui fã de feriados longos, mas o Carnaval em especial me incomoda. Não sei se é porque tem o mito de "o ano só começar depois do Carnaval" misturado com o medo de coisas novas, ou se é o barulho de cornetinhas e marchinhas arruinando a minha paz e o meu sono. Ao ver o meu sobrenome, tanto professores quanto médicos e alunos fazem a mesma - e criativa - pergunta: "Você gosta de Carnaval?", seguida pela habitual cara de reprovação e os questionamentos sobre isso. Cara, qual o problema de não gostar?
Sempre olhei o Carnaval com maus olhos. Pra mim é uma festa um tanto quanto vulgar, onde o objetivo é simplesmente deixar os valores de lado e pecar. Calma, não me olhe torto... Eu não sou crente! Mas também não sou devassa a ponto de achar legal mulheres semi-nuas tendo o seus corpos afagados por mãos masculinas muitas vezes desconhecidas. Já reparou que a maioria das mulheres fazem dieta e malham especialmente pro Carnaval? São dias de competição. Quem consegue mais 'mulé' é o pica da parada, o negócio é pegar. Só puxar pelo braço, simples assim. Não precisa nem olhar direito pra cara e nem saber o nome! Se a lindinha for gostosa, tiver bundão, roda.
Sempre me considerei mente aberta, consigo conversar sobre a maioria dos assuntos e não tenho o custume de julgar ninguém... Leia bem, não tenho o custume. Mas isso não quer dizer que eu NUNCA julgue. Posso ter 18 anos (incompletos, repito haha), mas em relação ao amor acho que a minha mentalidade é da era paleozóica! Eu simplesmente acho um absurdo duas pessoas desconhecidas se beijarem por 1 minuto e depois cada um sair andando pra um lado. Cara, que realidade é essa? O romantismo simplesmente está cada vez mais extinto, os relacionamentos cada vez são mais superficiais!
Por essas e outras que eu me sinto cada vez mais sozinha. Segunda-feira vou aparecer na aula tão branca quanto antes e com o discurso que eu não fui em nenhum bloco, só saí de noite. Já acustumei com aqueeeelas caras de reprovação que eu citei no início do texto, mas eu juro que não ligo. Só de não ter ficado com ninguém, não ter fervido sob um sol de 60º e ouvido música tosca, eu já me sinto uma vencedora. E agora, estou finalmente em paz... Até Fevereiro de 2011.

Todo Carnaval tem seu fim...
Mas eu espero que o meu ainda esteja longe de chegar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

é bom te ver sorrir...


" é preciso força pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê.
sei, que a tua solidão me dói
e que é difícil ser feliz
mais do que somos todos nós
você supõe o céu.
(...)
eu sei, é o amor que ninguém mais vê..."

big bills, tucked in my sweater now...

"big bills,
tucked in my sweater now...
cold chills
up my spine and down!
i've got no problems now,
passive aggressive now,
i turn the tables
turn the tables round!
with big bills
tucked in my sweater now,
cold chills
go up my spine and down!
i've got no problems now
passive aggressive now
i'm gonna knock you up,
and knock you up,
and knock you down!"









http://www.youtube.com/watch?v=8jXxHXSTsPs

















melhor música de 2009.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

the beggining of the end

Nossa, estou me sentindo pré-adolescente de novo... Adorava criar blogs, mas não passava das 3 postagens. Espero que esse seja diferente, afinal, não o criei para divulgá-lo, e sim para apenas desabafar. Nunca gostei muito de escrever no computador, sempre prezei demais a escrita à mão! Sei lá, acho que escrevendo à mão nós conseguimos expressar melhor as nossas emoções, é um momento único... Mas como eu sempre fui mente aberta para novas experiências, quem sabe isso daqui não dá certo? Novamente, não criei esse blog para os outros ficarem lendo, serão coisas muito pessoais. Se você chegou até aqui, certamente você pode se considerar um psicopata! hahaha Ou então eu confio DEMAIS em você e resolvi te passar o endereço.
Nunca soube me descrever muito bem. Acho que essa é a melhor descrição pra mim mesma: Sou indescritível. Nesses 18 anos (incompletos) de existência, milhares de pessoas já passaram pela minha vida, mas eu conto nos dedos as que realmente me encantaram e marcaram de certa forma. Sempre fui muito crítica comigo mesma e com os outros, as pessoas geralmente me deixam entediada. Você já reparou em como as pessoas são tão iguais? E o pior, são vazias. Deve ser por isso que elas não têm nada para acrescentar... Nem pra mim, nem pra ninguém e nem pro universo. Deve ser por isso que o mundo anda tão superficial... Não, eu não sou arrogante. O meu problema é que parece que eu sou a única que enxerga isso, e não quase não encontro ninguém para compartilhar. Enquanto eu fico aqui filosofando e me lamentando, as pessoas acham tudo muito normal. Deve ser por isso que eu sou estranha, não consigo achar "o que é normal" normal.
Outra característica marcante que eu carrego comigo mesma é a impulsividade. Sou dona de uma forte inteligência emocional, se eu parar para pensar e refletir por tudo eu simplesmente não saio do lugar. Comigo é assim... Deu na telha, vou lá e faço, quase sempre sem pensar nas consequências... Às vezes isso dá errado, mas quase sempre isso dá certo. Acho que essa é uma das grandes graças da vida, fazer tudo o que der vontade sem pensar muito... E por causa disso que eu conheci a mim mesma novamente, 17 anos após o meu nascimento. Dessa vez em outra pessoa, como se fosse um espelho. Mas um espelho do sexo masculino, carregando com ele as mesmas dúvidas, pensamentos, vontades e princípios. Certamente terão vários posts dedicados ao meu espelho e alma gêmea, então essa parte eu vou adiar um pouco senão isso aqui vira um livro! hahaha
Esse ano, finalmente, vou prestar vestibular. Estaria formada atualmente se não fossem as malditas exatas que acabaram comigo em 2007, no 1º ano do ensino médio. Mas beleza, tudo a gente supera... E nunca tive dúvidas de que ser reprovada foi uma das melhores coisas que me aconteceram. Quero prestar vestibular para Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na UFRJ, UFF, (quem sabe UFJF?), e Geografia na UERJ. Geografia não é a minha real vontade, vou fazer apenas por fazer, sem compromisso. Se eu não passar em Jornalismo, começarei Geografia e continuarei tentando até conseguir entrar. Não tenho dúvidas de que Jornalismo é o meu sonho... Muitas pessoas sempre me deram força e falaram que eu tenho muito talento, e muitos prêmios de redação vieram por causa disso. Mas palavras alheias e estatuetas não me iludem, a minha vontade vem daqui de dentro da alma... Essa é a minha vontade, é o que eu sei fazer. Gosto de dominar as palavras, usá-las para me expressar. Se nada der certo, viro groupie.
Bom, agora eu me despeço. Não sei se foi uma apresentação das melhores, mas eu juro que não faço questão de me apresentar por inteiro em apenas um post. Aos poucos vocês vão conhecendo melhor a minha pessoa, assim como eu! Ainda estou em fase de auto-conhecimento, ultimamente eu ando descobrindo um lado meu que eu pensava que era inexistente, estava adormecido em algum canto obscuro da minha alma. Ah, que lado é esse? Isso eu mostro mais tarde, nos próximos capítulos. =)








"eu não sei o que o meu corpo abriga nessas noites quentes de verão..."